terça-feira, novembro 22, 2005

Lembras-te João?

Lembras-te João?

Lembras-te do teu primeiro dia?

Decerto que te lembras

O mármore do convento, o peso de séculos

O ser soldado a pesar no coração




Lembras-te João?

Lembras-te do cheiro da Tapada?

Sei que nunca o esquecerás

O verde, o suor, o sofrimento

Os sorrisos

E sempre um braço, pronto a ajudar

O teu


Lembras-te João?

Lembras-te de tudo o que fizeste viver?

De todas as vidas que tocaste

De todas as vidas que te tocaram

Nós sabemos que sim

Sabemos que te lembras de tudo



Lembras-te João?

Lembras-te do teu último dia?

Nós nunca o esqueceremos

Nunca esqueceremos a precocidade

Desta vida injusta

Estivemos lá todos contigo

Um soldado nunca morre sozinho

E contigo continuaremos sempre

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Sem dúvida! Um soldado não morre sozinho e acredito mesmo que não chega a morrer nunca. Os nomes gravados nas placas à entrada do calhau são a prova disso...

Um abraço de Timor (o último)

5:32 da manhã  

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