segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Orbituário

Peter Benenson o inglês que fundou a Aministia Internacional faleceu..... paz à sua alma... mas o mais engraçado... e tudo na vida é engraçado, é que a A.I. começou quando dois estudantes portugueses brindaram à liberdade na década de 60...
Há sempre um português metido no granel.....
é mesmo nisso que somos bons...
PROVOCAR....

Jogo do elástico

O Jogo do elástico começou no PSD....

Marques Mendes tem a seu favor as pernas curtas...

Luis Filipe Meneses é o chorão de serviço...

Manuela Ferreira Leite tem as pernas altas e nunca chorou na vida...


Aceitam-se apostas....

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

PEQUENOS HOLOCAUSTOS 4

Holocausto, s. m. sacrifício em que a vitima
era totalmente consumida pelo fogo; expiação;
abdicação de vontade própria para satisfazer a de outrém.



Era loira, tinha um marido corrector da bolsa, um cartão Visa de platina e conduzia um BMW. Mas naquela manhã estava a tremer de raiva. Tudo porque a empregada estava de folga. Sim, a culpa era da empregada com toda a certeza. Aquela ucraniana com a mania que tinha sido doutora lá no outro lado do mundo. Talvez a despedisse.
Como a empregada estava de folga, ela entrara na cozinha, estava com vontade de comer umas torradas antes ir ter com as amigas ao cabeleireiro. Mas ao tentar tirar uma fatia de pão que já deitava mais fumo que o escape de um tractor, partira uma unha. Logo a do indicador da mão direita, era grande e vermelha e caíra para dentro da torradeira. Estava a tremer de raiva e só não chorava para não estragar a maquilhagem, afinal tinha sido mais de uma hora em frente ao toucador.
Ficou sentada na mesa da cozinha, a fungar e sem vontade nenhuma de comer torradas.


Moral da estória

1. As Ucranianas fazem excelentes torradas.

2. Partir unhas tira o apetite.

3. Ser rica e estúpida pode eventualmente provocar distúrbios nervosos.

PEQUENOS HOLOCAUSTOS 3

Holocausto, s. m. sacrifício em que a vitima
era totalmente consumida pelo fogo; expiação;
abdicação de vontade própria para satisfazer a de outrém



A última coisa de que se lembrava era dos olhos do cão, parecia um lobo.
Recordou-se que nascera há vinte e três anos, na sua mente formou-se uma imagem, teria seis anos, caíra e tinha feito um golpe no joelho, doera muito e chorara no ombro quente do seu pai.
Agora não sentia dor, mas queria chorar e não conseguia, apenas aqueles olhos cinzentos a brilhar na noite, um cão que parecia um lobo.
No tablier o rádio deixava escapar a medo estática que parecia um sussurro, além disso apenas o seu pensamento quebrava o silêncio da noite. Estava escuro mas conseguia ver as sombras das árvores.
Os gritos da discussão uma hora antes com o seu pai, ecoaram de novo, o olhar triste que deixou para trás, quando acelerou pela estrada, fundiu-se no olhar que o tinha levado para ali, o olhar de um cão que parecia um lobo.
As luzes azuis e vermelhas apareciam de todos os lados, fustigavam as árvores, e pela primeira vez viu os ferros retorcidos e o vermelho que lhe aquecia o peito.
Na estática que saia do rádio surgiram umas vozes sumidas, alguém disse “este já não se safa”. O torpor fê-lo fechar os olhos pela primeira vez mas continuou a ver os olhos cinzentos e frios de um cão que parecia um lobo.



Moral da estória

1. Os cães não devem andar nas auto estradas.

2. Não discuta com o seu pai antes de conduzir.

3. Depois de um acidente de viação é bem provável que o rádio deixe de funcionar.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Milagres da ciência

Foi descoberta hoje uma inteligência tardia nos tubarões martelo.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Confusões

Há duas coisas que me fazem confusão, a primeira é como é que os tubarões martelo que têm os olhos nas extremidades, vêem o que estão a comer, a outra é porque é que o Santana não se demite.

Período de Inflexão

Como seria de esperar, Portugal inflectiu à esquerda, se antes o lema era sigam o cherne, agora o lema será: sigam o… (deveria aqui escrever qualquer coisa que inflectisse para a esquerda, mas estranhamente esqueci-me)

Conclusões precipitadas dos resultados eleitorais

Sócrates subiu ao poder, agora é só esperar, quanto tempo demorara a beber o cálice com cicuta?

O PP ganhou, Paulo Portas foi com os porcos, mas a cadeira dele deve ser tão especial que ninguém se quer sentar lá…

Santana, outrora RP desta enorme discoteca que é Portugal corre o risco de ter de procurar emprego… dão-se alvíssaras a quem adivinhar onde…

O Bloco teve um péssimo resultado eleitoral… a maior parte dos gays e dos ganzados ainda não se converteram à doutrina do Pastor Louçã…

A CDU caiu em graça, desde que se desmistificou aquela cena de comer criancinhas e se apanharam os culpados os comunistas estão sempre a subir…


Resultado… os portugueses hoje estão mais confiantes do que estavam ontem… e isso não augura nada de bom…

sábado, fevereiro 19, 2005

Período de Reflexão

A Irmandade KGrilos não podia deixar de se associar ao dia de reflexão gentilmente concedido pelo Estado Português a todos os indígenas.
Como passamos a maior parte da nossa vida a não reflectir sobre nada devíamos aproveitar esta oportunidade para o fazer.
Aqui ficam alguns tópicos, que na nossa humilde opinião, são susceptíveis de reflexão neste dia e poderão ajudar os portugueses da “decedir” (como diz o nosso Presidente) o que fazer no Domingo.

1. Ir pescar trutas arco-íris à Serra da Estrela

2. Lavar o carro num fontanário público de manhã, e comer conquilha na casa de pasto de tarde.

3. Observar atentamente a parte de trás dos novos barretes da GNR, e tentar imaginar que não se parecem com a racha de uma égua.


4. Olhar para um quadro da Paulo Rego e imaginar como seriam de facto se ela bebesse apenas água com gás.

5. Beber cerveja, Gin, Bagaço, e vinho tinto “Azeiteiro” até roçar o estado comatoso… E passar o dia de amanhã com uma grande ressaca deitado no sofá… e pensar ininterruptamente que votar é um dever cívico…


Aqui a Irmandade vai optar pela quinta hipótese, é a mais útil e a que queima menos neurónios…

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Sonhos e fantasias

Claudio Ramos é uma pessoa que muito admiro, não só pela espontaneidade, como pelo glamour que irradia...

Fantasia do Claudio Ramos

estar sentado bem no meio dos Dragões Vermelhos num Benfica-Sporting, e festejar efusivamente o terceiro golo dos lagartos.


Sonho do Claudio Ramos

estar sentado numa sanita e de repente abrir-se a porta, do outro lado aparece uma jovem mulher toda sorridente e vestida de vermelho... "Olá, sou a tua menstruação!!"

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Programa de Governo

Não ao choque de gestão... não ao choque tecnológico... que tal um Choque Térmico???

É pôr dois caldeirões, um com cubos de gelo e outro com água a ferver, e ir mergulhando os candidatos, ora num, ora noutro... e depois ver o que acontece...

sei que é uma ideia parva... mas...

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Uma casa nova

A Irmandade Kgrilos vai ter dentro de pouco tempo uma casa nova. Por norma as casas começam-se pelos alicerces... por aqui decidimos começar pela janela. Em primeiro lugar achamos a janela definitivamente mais interessante que betão e ferro soterrados, na primeira podemos ver a vizinha a passar o óleo depois do duche e nos segundos podemos apenas imaginar toupeiras, larvas e propostas eleitorais decentes, e destas três nenhuma se encontra nua.
Em KGrilos o subconsciente desta pobre Irmandade virá à superfície, e graças a esse facto nada de relevante irá acontecer, a não ser, comermos um pires de tremoços e bebermos umas cervejas para comemorar.
Ao passar por lá está a contribuir para a felicidade de um contador de visitas desconhecido, que não foi abrangido pelas ultimas campanhas do Banco Alimentar contra a fome, ajude o próximo!!

Coimbra, cinzeiro de Portugal

Coimbra, cinzeiro de Portugal

Na cidade Coimbra neste momento assistimos à maior concentração de beatas do mundo.

sábado, fevereiro 12, 2005

Simbologias

A Cruz é um símbolo...

O Papa é um símbolo....


A cruz do papa é uma lástima

Questões taurinas

Galvão Teles... Ribeiro Teles.....

É impressão minha ou aquilo para os lados de Alvalade mais parece uma ganadaria?

PEQUENOS HOLOCAUSTOS 2

Holocausto, s. m. sacrifício em que a vitima
era totalmente consumida pelo fogo; expiação;
abdicação de vontade própria para satisfazer
a de outrem
.


Ela tinha vinte anos e estava deitada na cama do seu quarto pequeno, da sua pequena casa de duas divisões. Eram nove horas da noite e uma chuva de primavera batia ao de leve no telhado de zinco. Tinha frio, mas estava calor. Consultou o relógio de pulso e ficou com mais medo.
Sabia que ele estava a chegar da taberna que ficava ao fundo da rua. Sabia que ele entraria na barraca e não veria a mesa posta com o jantar já frio à espera. Sabia que ele viria direito ao quarto de cinto na mão e só iria parar quando estivesse cansado.
A porta da rua abriu-se com um estrondo para se fechar logo a seguir. Um encontrão na mesa deitou o jantar já frio ao chão. Quando a porta do quarto se abriu ela fechou os olhos.


MORAL DA ESTÓRIA


1. Os homens que vivem em barracas gostam de comida quente.

2. O facto de estar calor e ter frio não augura nada de bom.

3. Aquela da “até a barraca abana”, é uma ode à violência doméstica.

4. Podemos demolir barracas, mas nunca a estupidez natural.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

PEQUENOS HOLOCAUSTOS 1


Holocausto, s. m. sacrifício em que a vitima
era totalmente consumida pelo fogo; expiação;
abdicação de vontade própria para satisfazer
a de outrém.


O menino tinha seis anos e queria ser soldado. Nunca tinha visto nenhum na vida, por isso quando à sua cidade chegaram centenas sentiu-se feliz.
Passava o dia à janela a vê-los passar, as botas reluzentes, os capacetes, as espingardas, tudo era como se fosse um sonho ali tão perto. O menino nunca se cansava de olhar.
Os soldados ficaram muito tempo, até que um dia vieram muitos ao seu bairro e carregaram toda a gente em camiões. O menino apertava a mão da mãe enquanto o seu coração quase saía do seu peito de excitação e felicidade. Sempre sonhara andar num daqueles camiões. Ali sentado imaginava-se de uniforme e de espingarda, ser soldado era o seu sonho.
Nem mesmo quando todos se despiram e foram levados por um corredor frio, deixou de sorrir.
Entraram para uma sala e fecharam-se umas portas pesadas, a mãe dissera-lhe que iriam tomar banho, mas ele acreditava no fundo do seu ser que estava ali para se tornar um soldado.
Sentiu-se um cheiro terrível e as pessoas começaram a tossir e a gritar, só o menino orgulhosamente sorria.

MORAL DA ESTÓRIA

1. Os sonhos por muito pesadelos que sejam são sempre bons

2. Não foi para a saúde ser judeu em Varsóvia em 1940

3. Pelo menos safou-se da circuncisão

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Crise no Carnaval

Até a crise chegou ao carnaval
Alberto João não desfilou para fazer campanha eleitoral...
Santana Lopes não fez campanha, por ser carnaval...
Finalmente no PSD duas opiniões convergentes, resultado, menos dois palhaços na rua, será que alguém notou a falta deles???

Jika da Lapa, Rapa na Keka ou Pata na Poça

Depois de assistir a dois episódios da nova série “black” da SIC, estou definitivamente mais inclinado para a terceira hipótese. O humor surge a espaços a maior parte das vezes de uma forma acidental. Além da palavra miscasting me surgir na mente a cada minuto e meio mais ou menos.

A maior falha no ponto de vista do Kgrilos é só uma, é a série. E a sua falta de piada, já não digo humor, é o facto de não haver conflito, conflito é a palavra chave da ficção e acaba por ser a palavra chave da realidade também, a não ser é claro que se viva na Lapa e se tenham largos milhares de euros para gastar na parvoíce de um filho que no fundo tem a quem sair.

Se em Portugal existisse o Lobby Negro, poder-se-ia chegar à conclusão que esta série seria o resultado das pressões do dito cujo. Mas a Lapa não é Atlanta, e os negros em Portugal não são os negros dos Estados Unidos. Acho que foi mesmo o lobby branco, o principal responsável deste desastre. Aliás, o Lobby Preto existe em Portugal, mais propriamente na Cova da Moura e afins, mas a sua força só se demonstra em prime time basta ligar a TV às oito e ver o Jornal Nacional.

Mas a piada da questão é que se a SIC e as outras televisões generalistas tivessem a coragem de retratar a realidade, e por consequência o conflito existente no nosso país, talvez se tivessem baseado numa família negra, não da Lapa mas da Cova da Moura, e o resultado seria bastante diferente. Conflito não faltaria e humor também não.

Tudo isto me faz lembrar as novelas brasileiras que são o circo das favelas brasileiras, será que os Jika da Lapa pretendem ter o mesmo efeito nos guetos de Lisboa? A resposta é não, por razões obvias, a primeira é que uma mulher a dias que tem que se levantar às seis e meia da manhã para trabalhar no outro lado da cidade não está acordada àquela hora, e quem o está deve ir no segundo ou terceiro auto rádio.

A única salvação, que nem sequer chega a tábua, são os convidados que de vez em quando lá mandam uma laracha que devem deixar os guionistas a pensar, porra, devia ter escrito aquilo.....

A não perder.... Jika da Lapa, na SIC, por enquanto ainda depois da meia-noite às terças-feiras.....

Desabafos

“Fod****, errr… porra!!! Já estou com cãibras nos braços” JC

“Aquela vez que dei uma martelada no dedo na oficina do meu pai terá sido um prenúncio?” JC outra vez

“Alguém viu o meu sabonete?” Poncio Pilatos

“Este gajo gosta mesmo de apanhar o sabonete, raios partam esta vida de escravo!” Gungunhana Silva Mokabêle, Núbio, criado pessoal e guarda “costas” do cônsul romano da Judeia

“Betty querida, já disse que não quero sabonete líquido cá em casa” Anónimo

Conclusões

Cruzes fazem cãibras.

Deus escreve direito por linhas tortas.

O sabonete é intemporal.

Os italianos não é à toa que se consideram garanhões, a experiência conta muito.

O sabonete líquido foi uma invenção de puritanos americanos que nunca dobraram as costas na vida. E não sabem o que é bom para a tosse.


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